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Peculiaridades Trabalho Home Office

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Peculiaridades Trabalho Home Office

Trabalho home office

Trabalho home office

Cada vez mais é possível observar o impacto que a crescente velocidade de transmissão de dados nos diferentes tipos de trabalho. É o notório que os atuais meios de comunicação visam agilizar o desenvolvimento dos mais variados ramos de trabalho e, com isso, com cada vez mais frequência, vê-se empregados que não precisam estar fisicamente presente na sede da empresa em que trabalham, surgindo o Trabalho Home Office.

Há, porém, um requisito básico para a prestação do trabalho home office, o empregado terá que estar na posse de algum tipo de dispositivo tecnológico capaz de conectá-lo ao seu empregador, seja armazenando, transmitindo ou colhendo dados e, ainda, o empregado deve prestar os serviços fora das dependências do empregador. É um trabalho, via de regra, flexível, satisfatório e cômodo, tanto para o empregado, quanto para o empregador.

Nunca foi questionável a intenção do empresário em obter o maior lucro possível. Uma das maneiras de aumentar os lucros da empresa é justamente reduzindo os custos, pois teoricamente são grandezas inversamente proporcionais. A evolução da tecnologia torna o aproveitamento das tarefas na empresa mais auferível do que nunca. trabalho home office surge com a proposta de dar ao empregado uma flexibilidade jamais vista antes, podendo prestar o serviço diretamente do seu domicílio ou de um local que achar mais adequado, reduzindo, assim, o tamanho da estrutura física necessária para o funcionamento da empresa.

A empresa que opta por empregar pessoas para prestarem serviços na modalidade de trabalho home office conta com a pulverização do serviço, ou seja, a empresa distribui atividades para os empregados por meio de aparelhos tecnológicos e programas de computador e, na grande maioria dos casos, essa transmissão é feita em tempo real. Ainda é possível a instalação de softwares visando controlar o andamento da prestação de serviço e não apenas os resultados.

O trabalho prestado por vias remotas deve atender às necessidades do empregado da mesma maneira que o trabalho prestado fisicamente no estabelecimento da empresa. O empregador deve proporcionar ao empregado condições dignas de trabalho, então pode-se dizer que o ponto de partida para que o teletrabalho possa ser prestado dignamente é que o empregador garanta condições ergonômicas ao empregado. Cadeiras, mesas, suporte para notebooks, suporte para os pés, mouse pads etc., que são essenciais para que emprego seja poupado de futuras doenças relacionadas à má postura.

Para que o empregador possa fiscalizar o ambiente de trabalho, principalmente em se tratando da modalidade de trabalho home office, devem ser estipuladas em contrato visitas do empregador e entidades sindicais com agendamento prévio. Além disso, é preciso ser estipulado o objeto da fiscalização de maneira detalhada, visando evitar a violação à privacidade e intimidade do empregado em regime de trabalho home office. A Constituição Federal, em seu artigo 5º, fala que o domicílio é asilo inviolável, daí pode-se concluir que de maneira alguma o empregador pode realizar a fiscalização do ambiente de trabalho prestado no domicílio do empregado sem a sua expressa autorização.

O ambiente de trabalhado também abrange questões sociais, psicológicas, fisiológicas etc., portanto, ainda há a preocupação com o “isolamento” do empregado na modalidade de Trabalho Home Office, uma vez que este pode sentir-se privado do exercício da sua interação social, em casos mais graves, pode gerar um sentimento de abandono e, eventualmente, esse quadro acarreta doenças psiquiátricas, como depressão, síndrome do pânico, ansiedade etc.

Tendo em vista a possibilidade de comunicação e subordinação jurídica do teletrabalhador, é possível que, além da responsabilização por eventual acidente de trabalho ou doença ocupacional, o empregador cometa atos lesivos à personalidade do empregado, causando-lhe um dano moral, seja por excesso de cobrança de metas ou resultados, por insultos ou qualquer outra conduta abusiva.

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